Algumas tardes passamos trabalhando com todo o empenho que nosso corpo pode despender. Atravessamos horas a fio sem cessar o raciocínio robusto que permeia o ofício de um homem que aprecia a dignidade de um trabalho. Avaliamos parcelas de tempo disponíveis para podermos dispor de refeições com um pouco mais de qualidade. Alguns passam a ter estômago de avestruz, capaz de ingerir até as pedras da vida com a maior sutileza que se pode imaginar.
Não é possível supor que toda essa forma de viver seja desdém da providência divina, que não permite que o manto da comodidade acoberte a todos, a fim de que um estrato privilegiado da sociedade disponha de mais tranquilidade. Todavia, tratemos de não colocar Deus nesse contexto, afinal alguns entendem que ele nada tem a ver com a condição humana.
Constantemente, confronta-se o valor disso com o preço daquilo, a miúdes, será que o prazer disso vale todo esse dinheiro? para alguns sim, para outros não. Isto não convém ser discutido, pois fica a critério das frustrações pessoais de cada um.
Tem-se em mente o cume a que se pretende chegar, ora no que diz respeito aos desejos mais íntimos, ora nos planos de carreira propagados dentro dos círculos de tradição familiar ou de salvação da pobreza material.
Indaga-se: por que a necessidade de se abordar tais aspectos da vida de um homem? para que este chegue a se realizar na máxima expressividade daquilo que se entende por felicidade? ou será que é para que estabeleça um marco daquilo que fez em vida?
Uma coisa é certa, ninguém está na vida à toa, mesmo aqueles que dizem que estão nessa vida a passeio, uma coisa se determinam a fazer: passear pelo campo lúdico da vida. É possível desacreditar severamente de qualquer espécie de vulgaridade "séria". Qualquer filosofia de vida, por mais abjeta que possa ser, conflui para atingir um dos únicos desejos universais, a saber, a alegria perene.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Noz
Queria que Deus falasse como ele vê o que sinto, porque toda vez que tento enxergar com os olhos que ele me deu nada vejo, ou melhor, antevejo certas emoções tentarem tomar forma, porém elas não tomam nada, somente um fim precoce.
domingo, 17 de junho de 2012
A face ríspida
A face dela não é tão suave como no alvorecer aparenta ser
Um passo mal dado é involução
A base de sustento é emoção
-Não, é muito pouco.
A égide é a razão
-Não, é quase nada...
A vaidade degrada o alento
-Não, é pouquíssimo!
Deixo então que a vida fale com seus lábios aguerridos:
- o silênico desnutre mais que qualquer fome já sentida.
Um passo mal dado é involução
A base de sustento é emoção
-Não, é muito pouco.
A égide é a razão
-Não, é quase nada...
A vaidade degrada o alento
-Não, é pouquíssimo!
Deixo então que a vida fale com seus lábios aguerridos:
- o silênico desnutre mais que qualquer fome já sentida.
sábado, 9 de junho de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A voz da vez
A vida fala, porém sem trocar em miúdes
Doce quando pobre, limpa quando robusta de rubores
seus olhos estão embaralhados em um jogo de azar
cartão postal ela não tem, postal de felicidade foge do encontro.
Há indubitavelmente uma perspectiva em cada suspiro, há até aquelas que se coadunam, há aquelas que se unem em um conluio;
é, já não há como saber. Caberá a Deus dizer a sua verdade, ou pior, intervir nos sentidos das palavras dos homens;
Pois, hodiernamente não há como se falar no valor daquilo que não tem preço. A pressão social põe-me na dúvida, será que algo assim existe?
é, hão de falar do que não sabem. Hão de falar do amor, ou pior, hão de falar de como amar. Hão de falar da morte, ou pior, de como morrer. Hão de falar do sorriso, ou pior, de como sorrir;
Peço-vos que deixem esse árduo trabalho para a caneta do poeta, este tem o trabalho de assimilar e transmitir a sinestesia da desordem;
Sagacidade, talvez, se tornou um sinônimo perfeito de arrogância
A boca da vez é voraz, o único verbo que provém dela não é doce, é um imperativo com temperamento instável
Por fim, teimo em dizer que dificilmente deixará de haver sangue no caminho, pois a renúncia de um ponto de vista é algo odioso, menos vale a centelha de uma vida.
É, caberá a Deus instituir o travesseiro capaz de fazer dormir o pesar maior dos pesares, a dor que não é apagada pelo tempo, mas sim velada por ele.
Doce quando pobre, limpa quando robusta de rubores
seus olhos estão embaralhados em um jogo de azar
cartão postal ela não tem, postal de felicidade foge do encontro.
Há indubitavelmente uma perspectiva em cada suspiro, há até aquelas que se coadunam, há aquelas que se unem em um conluio;
é, já não há como saber. Caberá a Deus dizer a sua verdade, ou pior, intervir nos sentidos das palavras dos homens;
Pois, hodiernamente não há como se falar no valor daquilo que não tem preço. A pressão social põe-me na dúvida, será que algo assim existe?
é, hão de falar do que não sabem. Hão de falar do amor, ou pior, hão de falar de como amar. Hão de falar da morte, ou pior, de como morrer. Hão de falar do sorriso, ou pior, de como sorrir;
Peço-vos que deixem esse árduo trabalho para a caneta do poeta, este tem o trabalho de assimilar e transmitir a sinestesia da desordem;
Sagacidade, talvez, se tornou um sinônimo perfeito de arrogância
A boca da vez é voraz, o único verbo que provém dela não é doce, é um imperativo com temperamento instável
Por fim, teimo em dizer que dificilmente deixará de haver sangue no caminho, pois a renúncia de um ponto de vista é algo odioso, menos vale a centelha de uma vida.
É, caberá a Deus instituir o travesseiro capaz de fazer dormir o pesar maior dos pesares, a dor que não é apagada pelo tempo, mas sim velada por ele.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
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